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Estratégias para a construção de uma política pública eficiente

Por Gabriel Dittert - Radar Governamental


A prática de relações governamentais exige cuidado e planejamento para que uma ação seja realizada da forma mais eficiente possível. Existem, seguindo essa ordem, uma série de estratégias que se recomenda seguir, com o objetivo de evitar percalços e prever adversidades mais sérias, quando as houver.


Por ser de tamanha importância, a atividade é executada através de uma análise contínua, possibilitando que as estratégias sejam modificadas ao longo do planejamento, mantendo o foco no objetivo final que é colaborar na elaboração de atos normativos que afetarão a sociedade, bem como repactuar a democracia na atuação entre os grupos de interesses, representados pelos profissionais de relações governamentais, e o poder público. Aliás, essa repactuação que integra o sistema político, “não apenas desenvolve procedimentos redutivos, mas também realiza uma variante que, como visão antagônica, incide no aumento da capacidade produtiva estatal”.


As estratégias de relacionamento começam com a identificação dos temas em discussão no poder público, analisando o cenário político A partir desse olhar, as estratégias são criadas com base nas discussões que estão influenciando as atividades de determinado grupo social, buscando entender como elas podem afetar a atividade exercida por a pessoa ou um grupo de interesse que queira interagir com a administração pública.


Esses debates estão tendo maior repercussão graças às redes sociais, que ajudam a promover o engajamento em diferentes temas, talvez não alcançando o nível de complexidade que alguns exigem, mas ainda assim estimulando cada vez mais atuação da sociedade nas ideias e opiniões. De acordo com Renard Aron, “o debate sobre políticas públicas seja este de cunho social ou econômico está se tornando de público com a participação ativa do cidadão stakeholder via mídias sociais”.


Com a análise sobre o cenário político inicial feita, é preciso identificar se já há normas similares sobre o tema que está sendo regulado e se tramitam em âmbito federal, estadual ou municipal (ou se em todas as esferas). Esta identificação se dá por meio do monitoramento legislativo, além do acompanhamento dos atos do Poder Executivo.


O ato de monitorar é o processo de coleta e organização de informações divulgadas pelo poder público, permitindo entender a trajetória das ações de governo e avaliar a tomada de decisões que resultem em ajustes e aprimoramentos de propostas regulatórias.


Os dados divulgados pelo poder público podem ocorrer tanto em diários oficiais, quanto em sites, sessões de comissões, sessões plenárias das instituições públicas e privadas, além das redes sociais e mídias tradicionais, em todas as esferas de impacto.


Após essa coleta de dados e a análise do cenário político, recomenda-se a elaboração de um estudo, analisando todas as informações e verificando se a proposta normativa em questão é benéfica ou não para a sociedade.


A partir desse momento, começa uma etapa mais dinâmica da atividade de relações governamentais. Esse novo momento é conhecido por conter uma estratégia de atuação mais ativa, já que será necessário promover uma interação mais próxima com o poder público.


Essa interação recomenda-se uma análise prévia dos stakeholders, procurando identificar quem são os atores que estão envolvidos no processo da elaboração da política pública na qual a pessoa ou o grupo de interesse pretenda participar e influenciar.


Com esse mapeamento, inicia-se a atuação direta com o poder público. Essa iniciativa pode ser feita de diversas formas. Uma das estratégias é o lobby. De acordo com guia How to do government affairs in Brazil, a “prática de lobby é considerada uma ação direta para influenciar o p